Hidrolândia GO

Prometendo e engando para se levantar das cinzas.

O que é o “militante imaginário”? O filósofo José Arthur Giannotti criou essa expressão e eu a achei perfeita. O “militante imaginário” é o sujeito que se acha revolucionário, SALVADO DA PÁTRIA mas nunca fez nada pelo povo. Chamemo-lo de MI. É-se militante imaginário como se é Flamengo ou Corinthians. Agora, nessa grande crise de mutação que vivemos, pululam militantes imaginários.

O MI se julga em ação, só que não se mexe. Ele é a favor de um Bem que não conhece bem. O que é o “Bem” para ele, o nosso militante imaginário?

Eles gostam de ser militantes porque é bonito ser de uma vaga dita enobrecedora; ela abriga, como uma igreja, muitos tipos de oportunismo ideológico. Os rejeitados, os derrotados, os que nunca foram algo relevante na vida, os traiçoeiros, os que cospem no prato que comeram e que AP pouco tempo não tinha nem onde cair morto,  construtores e destrurores civis Etc.

Existem vários tipos de militantes imaginários.

O nosso em especial no município de Hidrolândia, gosta mesmo é de plantar a discórdia e o separatismo. Não cria nada! Pega o que já existe para tentar fazer algo igual pois é incompetente.

Ele usa pobres mulas desprovidas de intelectualidade para falar por ele, para xingar por ele, para tentar promove-lo.

A grande paixão do MI é a certeza. “Dúvida” é coisa de burguês reacionário, frescura social-democrata ou neoliberal. O MI só pensa no futuro dele; odeia o presente com suas complicações e soluções, idas e vindas. O odeia meios; mas não os fins.

O MI é uma espécie de herói masoquista, pois tem o charme invencível do derrotado que não desiste, mesmo quando não está mais no poder.

Os MI’s são em geral românticos, são até bons sujeitos, mas são meio burros.

Há até MI’s cultíssimos, eruditos; porém, burros. Eles não veem o óbvio, porque o óbvio é muito óbvio. Acham que a verdade só existe escondida nas nervuras do real.

O militante imaginário se considera superior a todos nós, reacionários e caretas. Por isso ele corre atrás dos mais simples. Dos faltosos de conhecimento e entendimento lhes impostos pelas dificuldades da vida, pois prometer para estes para usá-los não demanda força e o resultado é quase sempre satisfatório.

O MI é uma alegoria de si mesmo; ele não é apenas um indivíduo – ele é mais do que isso, ele é o autodeclarado embaixador do povo. O militante imaginário se considera o sujeito da história, o cara que vai mudar do que considera o rumo do erro.

As eleições se aproximam e MI procura outros Mis, para lhe servirem como sua alteza real, reaparecendo após um sumiço. Seus seguidores imbecis se alvoreçam quando falo do ex-rei que hoje é plebeu e precisa se misturar aos mesmos.

VOCÊ TEM IDEIA DE QUEM PODERIA SER ELE? Ele anda e mora em Hidrolândia Goiás. TEXTO: Claydson Silva – Hidrolândia Hoje.

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